Kombi à moda japonesa: Toyota Hiace chegou em 1967 e levou fama (e carga) pelo mundo afora.O projeto da Kombi, feito durante a Segunda Guerra Mundial por Ben Pon sobre o chassi do Volkswagen sedan fez escola entre vários fabricantes de veículos. Em 1967, a indústria japonesa de automóveis queria repetir o sucesso do veículo versátil alemão, modernizá-lo e vendê-lo no mundo inteiro.

O projeto da van japonesa surgiu na Toyota cruzando o conceito do veículo combinado alemão com concepção mais moderna. Era preciso aproveitar todo o espaço interno e para isso o motor foi colocado embaixo do banco dianteiro.
De forma discreta, o Hiace surgiu no Japão em boa hora: de um lado preencheria a lacuna entre os caminhões e os pequenos veículos de carga de três ou quatro rodas, já antigos, e insuficientes para a demanda e por outro seria a chance de modernizar o conceito de veículo leve de carga.
Com tração dianteira, o Hiace era bem moderno para a época. Tinha motor 1,8 litros refrigerado a água em posição longitudinal, direção hidráulica e excelente espaço interno. Com capacidade de carga superior a meia tonelada, fez sucesso rapidamente no mercado japonês e em 1970, quando foi reestilizado, já estava presente nos Estados Unidos e Europa. Boa parte do seu sucesso se deve ao Corolla, que abriu as portas da Toyota para o mundo.

Dez anos depois a Toyota modificava seu veículo utilitário, com linhas mais simples. Repare que os vincos da carroceria que imitam o contorno das janelas se manteve por mais de 20 anos sem qualquer alteração.
Em 1977, o Hiace ganhava motor 2,2 litros diesel, o que melhorou muito o desempenho e autonomia do veículo. Também foram lançadas versões de cabine dupla e a van de passageiros, que originou uma série de veículos de transporte na Coréia, China e no próprio Japão.

Em 1982 saía de linha a geração anterior, ainda que fosse bastante elogiada pela mecânica robusta, e entrou a terceira geração, que tinha mais apliques plásticos, interior todo redesenhado e motor 2,3 litros.

Em 1989 o carro mudaria novamente, o que o deixou bem parecido com as vans coreanas vendidas no Brasil durante os anos 1990. Nesta fase a Hiace incorporava muita tecnologia, já que estavam disponíveis novos motores: um 2,0 litros e um 3,0 turbodiesel já com injeção eletrônica multiponto.


Nesse tempo, surgiram outros derivados do Hiace, como o Granvia, uma van de passageiros que atendia o mercado europeu com motores 2,4; 3,0 ou 4,0 litros a diesel, com estilo atualizado e com conforto para 12 pessoas. Outro utilitário foi o Lite Ace, no segmento de minivans, também para o mercado europeu. Em 2004, o Hiace ganhou nova plataforma, mais moderna e novas opções de motores. Ainda produzida no Japão, o Hiace prova que alemães e japoneses estavam certos e que o conceito de veículo utilitário leve ainda é atual no mundo inteiro.
* Marcos Camargo Jr./Portal Auto Show.
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