Equipado com motor de 428cv, o Mercedes-Benz Axor 2044 é o cavalo-mecânico mais potente da marca alemã produzido no Brasil.Estradeiro nato, o Mercedes-Benz Axor 2044 4X2 tem o privilégio de ser o modelo mais potente da marca atualmente no País. Com seu motor de 428cv de potência a 1.900rpm, é um caminhão que conta com um trem de força eficiente, sobra espaço na cabine para motorista e ajudante, o teto é alto e a condução é fácil, além de outros atributos que têm conquistado carreteiros e donos de frotas.

Indicado para o transporte de longas distâncias, com todo tipo de carga e sem restrição de operação, seja sider, baú, carga paletizada ou até mesmo para o transporte de automóveis zero quilômetro, já que os motoristas cegonheiros gostam de operar com cavalos-mecânicos de alta potência, o Axor 2044 atrelado a um semirreboque sider de três eixos cedido pela fábrica da Mercedes-Benz para a equipe da Revista o Carreteiro chamou a atenção pelo seu sistema de freio. Trata-se do Turbo-Brake, que disponibiliza 540cv de força e possibilita que o conjunto cavalo-carreta percorra trechos de grandes declives sem que o motorista pise no pedal do freio. Isso com o veículo carregado no seu peso de balança: no caso em questão, com o PBTC de 40 toneladas.


O ar inserido no cilindro, em maior quantidade, obriga o pistão a atuar com mais força para atingir o ponto morto superior, e aumenta a eficiência da frenagem. "Todas as fases são controladas eletronicamente fazendo com que haja um monitoramento constante para resguardar a turbina de sobre-giro e o controle da compressão de ar pela válvula do Top-Brake", explica Eustáquio Sirolli, gerente de produtos da Mercedes-Benz do Brasil. No momento em que o Turbo-Brake está atuando, não há injeção de diesel nos cilindros.

Durante a descida do trecho da Serra do Mar, foram gastos 20 minutos para percorrer 13 quilômetros com o Top-Brake em funcionamento e o motor operando na faixa de 1.900 rpm, em 5ª marcha reduzida. Técnico da fábrica informou que caso fosse um bitrem a marcha ideal seria a 4ª simples e 4ª reduzida no caso de um rodotrem.

Carreteiros que trafegam pela via Anchieta sabem que as chances de acidentes são maiores na segunda metade da descida da Serra, quando o sistema de freio já está quente e sem eficiência, acima dos limites de 600 graus para os discos e 120 para as lonas. No caso do Axor 2044, os sistemas de freio fazem uma grande diferença, principalmente em relação à segurança.
Mas o Axor 2044 4X2 tem pontos interessantes. Um deles é o computador de bordo que, entre outras coisas, informa ao motorista caso ele engate uma marcha errada. Informa também no painel - através de um sistema denominado WS (Wartung System) - os intervalos de manutenção do caminhão conforme seu uso. O veículo é confortável e transmite segurança para os ocupantes.
Em velocidade cruzeiro, com velocidade em torno de 80 km/hora, o motor se mantém na faixa de giro de 1.200 rpm e pé bem leve no acelerador. A cabine é silenciosa, veda bem os ruídos do motor e externos, os comandos estão à mão do carreteiro, que não chega cansado ao final de cada jornada. Entre os opcionais para o modelo constam Turbo-Brake, geladeira, cama beliche, aparelho de ar-condicionado, teto alto com escotilha e pistola de ar para limpeza da cabine. O preço de tabela do Axor 2044 4X2 gira em torno R$ 350 mil.

* João Geraldo/Portal O Carreteiro.
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