sexta-feira, 21 de novembro de 2008

>>> LINK DA SEMANA


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>>> ÔNIBUS GIGANTE

Marcopolo produz primeiros ônibus Double Decker com 15 metros para empresa peruana.
A Marcopolo acaba de desenvolver e produzir os primeiros ônibus Double Decker (de dois andares) e 15 metros de comprimento do Brasil. Os oito veículos serão fornecidos à empresa de turismo Expresso Cial, do Peru, e utilizados no transporte rodoviário.


O novo modelo foi fabricado a pedido do cliente para permitir o aumento da capacidade (48 passageiros) e oferecer mais conforto, com poltronas que reclinam 180 graus. Com chassi Scania K420, as unidades também foram equipadas com câmbio com atuador elétrico. Com essa tecnologia o esforço físico do motorista para a troca de marchas é menor e as mudanças são feitas na faixa ideal de rotação do motor. Para aumentar o conforto na viagem, os modelos possuem televisores de 14 polegadas, DVD, poltronas com descansa-braços e porta-revistas.

Este é o terceiro modelo de ônibus com 15 metros de comprimento que a Marcopolo desenvolve. No ano passado, a empresa produziu o rodoviário Paradiso 1200 para a empresa de turismo Civa, de Lima, também do Peru. No início deste ano, o Paradiso LD 1550 também ganhou uma versão de 15 metros, fornecida para a Movil Tours.

Segundo Paulo Andrade, gerente executivo de operações comerciais para o mercado externo da Marcopolo, as empresas de turismo do Peru perceberam que, com o aumento de comprimento e capacidade, é possível oferecer serviços com elevados padrões de qualidade e conforto, sem aumento no preço das tarifas cobradas dos passageiros. "Desde o ano passado, já recebemos pedidos para quase 50 unidades, em três diferentes modelos, o que comprova a boa aceitação dos veículos", explica Andrade.

* Portal Railbuss/Marcopolo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

>>> 17° SUL-BRASILEIRO

No último final de semana, aconteceu em Curitiba, o 17° Encontro Sul-Brasileiro de Veículos Antigos.
Durante 2 dias, as dependências do Museu do Automóvel da Capital, situado às margens do Parque Barigüi, recebeu visitantes de várias partes do Brasil e também de outros países, como Uruguai e Argentina. Com cerca de 400 carros participantes, podia-se encontrar de tudo, desde raridades da década de 20, passando por hot-rods e chegando nos caminhões pesados, além de mercado de peças antigas, camisetas, adesivos, chaveiros e tudo o que se possa imaginar em termos de antigomobilismo.

Kombi & Cia esteve por lá e traz o registro de algumas imagens feitas no último dia de exposição (Domingo), onde figuram, é claro, os veículos-tema do nosso blog...

Entrada do local
Bela F-100 estacionada no lado de fora da exposição.
F-100 de 1963 impecável.
Raro Willys 1959 4x4 (4 Wheel Drive).
Jardineira GMC
Cavalo mecânico FNM, 1959
Caminhão militar ao lado dos jipes
F-100 "envenenada" no stand dos hots.
Um dos primeiros veículos da pioneira Matte Leão.
Kombi estacionada na parte externa do local e ostentando "suspeitosas" placas pretas.

>>> MERCEDES-BENZ CLASSE R

Não é um SUV, também não é uma minivan, e tampouco uma station wagon, mas consegue reunir atributos dos três citados. Assim é o novo Mercedes-Benz Classe R, uma harmoniosa mistura de estilos.
Com um produto até certo ponto inédito, a marca alemã esperava criar um novo segmento entre os veículos multi-funcionais, algo como Station-SUV, ou será Van-Wagon? Não, segundo a fábrica, SPORTS TOURER seria a definição correta. Desde o seu lançamento como carro conceito em 2006, realmente numa primeira impressão, fica difícil classificar o Classe R, a única certeza é que trata-se de um veículo ímpar, com muita classe e requinte, ostentando um desenho clássico com linhas suaves, o que o torna agradável aos olhos.


A nova aposta da marca para o modelo concentra-se em duas novas versões de motores além dos iniciais de lançamento (à gasolina, denominado R350 com 258 cv, e outro à diesel, chamado R320 CDi com 221 cv, ambos com 6 cilindros). Os novos propulsores são o R 280 CDi, para motoristas "comportados" e uma versão mais apimentada, o R 63 de incríveis 510 cv, para uma condução no mínimo mais esportiva. O motor à diesel CDi (common-rail direct-injection) possue tecnologia de ponta, onde o motor consegue, ao mesmo tempo, priorizar a potência, diminuir a queima de gases e economizar combustível, algo que não acontece com motores semelhantes sem a novidade. Conta ainda, com câmbio automático de 7 velocidades com mudanças feitas atrás do volante (borboletas), sistema de suspensão independente nas quatro rodas, tração independente com opções de escolha por parte do motorista para cada situação e rodas de 17 polegadas (19 como opcional).


No interior, espaço e conforto de sobra para os 6 (!) ocupantes, com assentos divididos em três fileiras com 2 lugares cada e console central com porta-objetos e porta-latas, e a última fileira pode ser rebatida, no caso de necessidade para carregar mais bagagem. O acabamento é típico de carros alemães, com encaixes perfeitos, suavidade dos materiais ao toque e com detalhes em madeira e aço escovado. Além dos tradicionais opcionais, o Classe R possue câmera de estacionamento com visualização no computador de bordo com tela de LCD, GPS, airbags laterais para todos os ocupantes e um incrível sistema de som, com o de melhor existente no mercado, inclusive com a opção de celular incluso, já programado para funcionar em conjunto com o sistema.


Mesmo a Mercedes não confirmando, o Classe R tem como concorrentes, tanto no preço (U$ 48.000,00) quanto no tamanho e conjunto da obra, os grandes SUVs que atuam no segmento, como Audi Q7, Volkswagen Touareg e Porsche Cayenne, para citar os mais vendidos. Talento, requinte e originalidade tem de sobra, basta saber de qual lado a clientela irá ficar.

>>> PORSCHE CAYENNE DIESEL

Europa irá conhecer Cayenne movido a diesel em fevereiro de 2009
A Porsche confirmou nesta quinta-feira (20) que o conselho administrativo do grupo aprovou a produção de uma versão do utilitário esportivo de luxo Cayenne movida a diesel. A introdução do novo motor é uma resposta a cada vez mais rigorosa legislação de emissões de poluentes vigente na Europa e tem como objetivo beneficiar a empresa com os benefícios fiscais previstos para veículos movidos com esse tipo de combustível.


O novo bloco, um 3.0 l V6 turbodiesel de 243 cavalos de potência e 56 kgfm de torque máximo, é o mesmo utilizado pelos jipões Q7, da Audi, e Touareg, da Volkswagen. De acordo com a Porsche, o Cayenne Diesel é capaz de atingir média de consumo de combustível de 10,7 km/l e emissões de 244 gramas por quilômetro rodado. Para efeitos de comparação, os engenheiros do fabricante de Stuttgart estimam que a versão híbrida do jipão seja capaz de rodar mais de 11 quilômetros com um litro de combustível.


O novo Cayenne a diesel é equipado de série com transmissão Tiptronic S e chegará ao mercado europeu a partir de fevereiro do ano que vem a partir de 47.250 euros, ou R$ 141,3 mil, podendo alcançar 56.436 euros (R$ 169 mil), em alguns países do velho continente.

* Portal Carsale.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

>>> IMAGEM DA SEMANA


O aproveitamento de espaços para marketing nos dias de hoje é realmente incrível...

>>> HERÓIS DO PASSADO

Esta seção do KOMBI & CIA sempre é bem vista por aqueles que nos visitam diariamente. E não é para menos, pois quem não gosta de automóveis antigos bem conservados e à toda prova? Então, a homenageada de hoje só poderia ser ela, a nossa velha e querida KOMBI, através de reportagem publicada na Revista Quatro Rodas de Fevereiro de 2004, na seção "Grandes Brasileiros". Escrita por Sérgio Berezovski, com fotos de Marco De Bari, uma repassada na história deste grande (em todos os sentidos) veículo...
A Kombi é um caso inédito nesta seção. Pela primeira - e talvez única - vez, um carro ainda em produção é "personagem" de Grandes Brasileiros. Nada mais justo, no entanto. Afinal, a veterana de 47 anos foi um dos primeiros nacionais. Desde então, foram fabricadas 1 326 000 unidades da perua VW, como era chamada.


Por mais otimista que fosse, quem poderia prever uma vida tão longa a essa tataravó das minivans? Decerto não estaria na beleza de suas linhas a explicação para tamanha longevidade. Tampouco na estabilidade, prejudicada pela elevada altura do veículo, com o conseqüente centro de gravidade próximo do Himalaia. Segurança? Conforto?

Não é preciso ir tão longe. A resposta está logo ali, na esquina. Quem precisa transportar até 1 tonelada de carga sabe: em mais de meio século não inventaram nada com uma relação custo/benefício tão ou mais interessante que o da perua da VW, que justamente nasceu da necessidade de transporte barato na Alemanha do pós-guerra. Seu conceito não poderia ser mais funcional: uma caixa sobre rodas, com prioridade total para o espaço livre. Até o estepe foi encaixado no encosto do banco dianteiro para não roubar espaço.

Com toda essa vocação para o trabalho, contudo, nem seus criadores poderiam prever tamanho ecletismo. Quem diria que a Kombi fritaria pastel na feira com a mesma dignidade com que abrigava gabinetes médicos e odontológicos móveis? Até como casa ela já atuou: a Kombi-Turismo, algo mais para uma barraca de camping motorizada que propriamente um motor home, foi lançada aqui em 1960, numa fase em que a rede hoteleira nacional estava mais para ritmo de aventura. Não pegou, claro.

Mas nem sempre a Kombi teve perfil exclusivamente utilitário. No final dos anos 50 e começo dos 60, a escassez de opções fazia dela uma alternativa para o carro da família. Que o digam as mais numerosas, que tiravam partido de seus nove lugares e exibiam orgulhosas o modelo luxo, pintado em duas cores.

Essa versatilidade também justifica o fato de a Kombi ser tão dura de matar. Suas vendas, estabilizadas num nível de fazer corar modelos novos, impedem a fábrica de desativar a linha de montagem que desafia padrões de produtividade distantes dos ideais.

A Kombi foi o primeiro veículo a sair da fábrica da VW, inaugurada em 1953. Era apenas montada aqui, vinda em sistema CKD da Alemanha. Somente em 1957 ela deixou de ser naturalizada e ganhou certidão brasileira. Com motor de 1192 cm3 e 36 cavalos, refrigerado a ar - o célebre 1200 -, podia levar até 810 quilos de carga. Somados aos 1040 de seu próprio peso, obrigavam a primeira, do câmbio de quatro marchas, a fazer hora extra quando com carga total. Nas fotos, você vê um belo e raro exemplar 1959, igual à Kombi pioneira. Seu proprietário é Francisco Varca Júnior, um volksmaníaco que só tem elogios à posição de dirigir do utilitário. "Ela obriga o motorista a dirigir na posição correta", diz.

Pode ser, especialmente para quem não se incomoda com a posição horizontal da direção. Já o teste publicado na revista QUATRO RODAS de janeiro de 1963 não é tão complacente e classifica como sui generis a posição do motorista, que viaja sentado sobre o eixo dianteiro. Mas o texto não poupa elogios à funcionalidade do carro.

Alguns detalhes, como o trinco da porta dupla lateral - que exigia precisão de segredo de cofre para ser fechada - e a ventilação, com tomada de ar frontal sobre o pára-brisa e saída no teto da cabine, não agradaram: essa solução deixava água entrar junto com o ar, um problema nos dias de chuva. A reportagem registra os seguintes números de desempenho: 93 km/h de máxima e de 0 a 80 km/h levou 28 segundos. Essas marcas só foram melhorar com a adoção do motor 1500, com 52 cavalos, em 1967: 109 km/h de máxima e 0 a 80 em 21 segundos.

Com manutenção simples e barata, as Kombi não se aposentavam cedo e deixavam exposta uma falha de projeto: a convivência quase promíscua de mangueira e filtro de combustível com o distribuidor não raro provocava um incêndio, em caso de vazamento de gasolina ou mesmo de vapor.

De cara nova, com painel mais completo de três instrumentos e motor 1600, o mesmo do VW Brasilia, ela apareceu no final de 1975. A plástica não chegou a contemplar a Kombi com a sonhada porta corrediça, tal como no modelo Clipper alemão, por questões de custo. A solução só seria adotada no modelo 1997, versão que permanece atual.