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segunda-feira, 15 de novembro de 2021

>>> VÍDEO DA SEMANA



A Protege acaba de colocar nas ruas o primeiro carro-forte elétrico do mundo. O modelo custou R$ 1 milhão, e pode rodar até 75 km com uma carga da bateria...

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quarta-feira, 26 de maio de 2021

>>> CARRO-FORTE NA TOMADA


Eletra e Protege desenvolvem o primeiro carro-forte elétrico do mundo

Depois dos automóveis, caminhões, ônibus e até motos, a mobilidade elétrica está desbravando uma nova fronteira. A empresa de conversão de veículos Eletra e a transportadora de valores Protege criaram o que dizem ser o primeiro carro-forte elétrico do mundo.


O modelo acaba de ser entregue e deve começar a rodar em São Paulo muito em breve. A autonomia de 75 km parece pequena, mas é suficiente para o uso diário do veículo. Um carregador da Eletra foi instalado em uma garagem da Protege e será o responsável pelas recargas – que levam 2h30min.

O desenvolvimento do carro-forte elétrico teve como base um chassi de caminhão Volkswagen VW 8.160. Todo o processo levou 18 meses para ser concluído e custou R$ 1 milhão. Em vez de criar um veículo totalmente novo, a Eletra usou um processo chamado retrofit, que consiste em converter um veículo usado a diesel em um elétrico. Nesse processo, o chassi e parte da carroceria são aproveitados, enquanto os componentes como motor, transmissão e tanque de combustível vão para reciclagem.

“O fato de você pegar um caminhão muitas vezes no fim do ciclo e transformar em elétrico traz um ganho muito grande. Primeiro porque você não desova caminhões velhos no mercado. Depois, quando faz o retrofit, elimina a emissão na sua operação”, disse Iêda Nogueira, diretora da Eletra.

Mesmo com 957 kg em baterias, a Eletra afirma que o carro-forte elétrico é quase 1 tonelada mais leve do que um similar a diesel. O peso total não foi divulgado. A explicação está na carroceria, criada especialmente para o modelo elétrico pela Mib Blindados. “Como não existe um motor convencional na dianteira, o desenho é diferente, com a parte frontal removida”, explica a executiva da Eletra.

O motor elétrico de até 449 cv e 1.800 kgfm de torque fornecido pela brasileira Weg é instalado em uma posição mais baixa do que o antigo diesel que equipava o veículo. Ele é ligado diretamente ao eixo cardã. Um chassi VW 8.160 em geral traz um motor diesel de 162 cv e 61 kgfm.


A Eletra ainda instalou um sistema de regeneração da energia para as frenagens. “Acrescentamos um sensor no pedal. A primeira fase do freio é elétrica. Só depois que o sistema convencional é utilizado”, dia Iêda. Assim, as baterias podem ter parte da carga recuperada durante a operação. A Protege afirma que o custo de operação do carro-forte elétrico é 65% mais baixo do que dos similares a diesel. Porém, não informou qual é o custo por km rodado.

Outra vantagem na operação é a ausência de ruídos, além das emissões neutras. “Em entregas específicas, onde é preciso desligar o veículo por conta do ruído e das emissões, isso não precisa mais ser feito”, destaca a executiva da Eletra.

Essa é a primeira unidade do tipo na frota de 800 veículos da empresa. A Protege afirmou que vai analisar os resultados deste programa piloto antes de decidir se adquire mais exemplares elétricos. Já a Eletra parece otimista com a aceitação da tecnologia. “Temos duas possibilidades para esse tipo de veículo. Uma delas é essa, de entrega de valores, mas também na área da segurança pública.” A empresa afirma não ter aberto outras negociações, mas acredita que, assim que o veículo começar a rodar com a Protege, deve atrair o interesse de outras companhias.

* Redação/Automotive Business.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

>>> ELETRA NA LAT.BUS


Líder em tecnologia, Eletra exibe na Lat.Bus ônibus com os conceitos elétrico puro e hibrido

Com um novo conceito de ônibus, que reúne as tecnologias totalmente elétrica e híbrida, a Eletra vai participar da Lat.Bus & Transpúblico 2018, Feira Latino-americana do Transporte, que será realizada de 31 de julho a 2 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. A empresa, pioneira no desenvolvimento e produção de ônibus elétricos e híbridos no País, apresentará o Dual Bus, novo conceito de veículo elétrico/híbrido já em utilização pela Metra Transportes, no Corredor ABD, na Grande São Paulo.

 O Dual Bus é considerado a melhor proposta tecnológica para o transporte urbano por poder circular em diferentes configurações, como híbrido, trólebus e híbrido ou elétrico puro. Configurado para circular no Corredor Metropolitano ABD, operado pela Metra Transportes, possui 13,2 metros de comprimento e capacidade para transportar 82 passageiros.

Possui motor elétrico desenvolvido pela WEG e gerador formado por um motor veicular movido a diesel OM 924 Série A Euro V desenvolvido pela Mercedes-Benz especialmente para o projeto. É equipado com moderna transmissão automática Alisson, que facilita a tarefa do motorista e traz conforto aos passageiros. As mudanças de marcha e velocidade ocorrem suavemente, sem trancos, mesmo com o veículo lotado e numa pista em aclive.


O veículo é movido por um avançado conjunto de 193 baterias de lítio, ligadas em série, instaladas em quatro compartimentos sobre a capota. Na versão Elétrico Puro, essas baterias permitem uma tração silenciosa, macia e potente. O Dual Bus desliza suavemente sobre a pista, sem descarregar qualquer tipo de material poluente na atmosfera

Conectado à rede aérea, como trólebus, não emite nenhum tipo de gás poluente na operação. O mesmo veículo, entretanto, pode operar sem depender da rede aérea quando for selecionado o modo elétrico-híbrido. Neste modo, o funcionamento de um motor gerador a diesel ou biodiesel alimenta o motor elétrico. 

A tecnologia é de ônibus híbrido em série, ou seja, ambos os motores. O elétrico e o propulsor a combustão funcionam juntos constantemente, mas é só o motor elétrico que faz o ônibus se mover. Como o motor diesel só serve para a geração de energia, pode ser de menor cilindrada que o propulsor convencional de um ônibus, gerando menos poluição e ruído. O resultado é a redução de emissão de poluente de 95% em relação à de um ônibus a diesel comum.

Por essa característica, o motor desenvolvido para o projeto é um diesel de 7 litros em vez do tradicional de 12 litros. Também é possível que o veículo opere apenas com a energia armazenada nas baterias, independentemente de rede área e da geração do motor de combustível fóssil. Desta forma, o modelo reúne as tecnologias de elétrico puro e trólebus.

O modelo híbrido proporciona também a vantagem de reduzir significativamente a emissão de poluentes e pode chegar a zero na operação com o motor gerador desligado. Na versão híbrida o consumo de combustível tem redução de 28%. Como elétrico puro ou trólebus, além da emissão zero, consome 38% menos energia pela eficiência da frenagem regenerativa.

O Dual Bus não exige investimento em infraestrutura de recarga para as baterias porque quando opera como híbrido ou elétrico as baterias são recarregadas nas frenagens por meio de um sistema conhecido como kers, sigla em inglês que identifica a recuperação de energia cinética.

Quando o freio é acionado o motor elétrico vira um gerador de energia que seria desperdiçada nas frenagens, reaproveitada e armazenada no banco de baterias. O ônibus pode percorrer até 20 quilômetros como elétrico puro, utilizando apenas a energia das baterias.

* Press Release/Eletra - Tecnologia de Tração Elétrica.