segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
>>> SONHOS DE MADEIRA
Paranaense usa talento para transformar paixão por caminhões Scania em negócio, fabricando miniaturas em madeira na garagem de casa
Na edição 156 da Rei da Estrada, a primeira reportagem da seção Paixão Scania mostrou a história de Rafael e Joice, que tiveram um casamento repleto de referências à marca – entre elas, um caminhãozinho de madeira que foi usado para levar as alianças ao altar. O responsável pela miniatura (e também pelo topo do bolo) é Weslei Glédison Silva, 27 anos, morador de Arapongas (PR). Ele transformou seu carinho pela montadora em negócio, montando miniaturas de caminhões em madeira sob encomenda.
Desde pequeno, Weslei convive de perto com caminhões Scania. Seu pai, Aparecido, é motorista, dono de um caminhão 113 H, e costumava levar o filho para passear no veículo sempre que estava em casa. “Ele ficava fora por até 40 dias, e, quando chegava, me deixava ajudá-lo a lavar o caminhão”, lembra. Na época, o jovem costumava ganhar miniaturas de presente e já tentava customizá-las em casa, com tinta. “Inventava coisas demais e estragava o caminhão”, ri. “Quando cresci, fiquei exigente, passei a querer miniaturas mais detalhadas, mas os preços não cabiam no bolso. Então, resolvi tentar fazer as minhas”, explica o jovem.
Weslei conta que sempre teve talento para desenho e, com a ajuda de profissionais que conheceu pela internet, começou a trabalhar em sua primeira peça, como hobby. “Foi um modelo 174 480, que demorei um ano e meio para terminar”, lembra. Ele postou uma foto do caminhão em uma rede social e despertou o interesse de muita gente. “Começaram a me perguntar se eu fazia miniaturas por encomenda e, depois de um tempo praticando, resolvi fazer.” O negócio começou há cerca de quatro anos – sendo que, a princípio, o artesão conciliava o novo negócio com um emprego formal. “Só saí do trabalho quando percebi que daria certo. Ainda não estou rico, mas estou conseguindo viver”, conta.
O tempo que Weslei leva para fazer uma miniatura varia de acordo com modelo, configuração e detalhamento de cada pedido – algo em torno de 25 a 30 dias. “A mais difícil foi um V8 com carreta bitrem, com nove eixos. Tive que fazer uma réplica do motor, que deu muito trabalho.” Acostumado a criar caminhões Scania, ele tem moldes e desenhos técnicos de quase todos os modelos. Mesmo apaixonado pelo que faz, Weslei ainda não sabe se esta é a carreira que deseja seguir pelo resto da vida: “me apeguei à arte, mas ainda sonho em ser motorista”. Ele conta que sua mãe, Cacilda, diz que prefere a bagunça que ele faz em casa à saudade de vê-lo trabalhando na estrada. “Se pudesse ter um caminhão, escolheria um 113, assim como o meu pai. Mesmo sendo um modelo antigo, acredito que marcou a história com seu ronco inconfundível do motor.”
* Wilson Vieira/ Revista Rei Da Estrada (Scania).
>>> 600 MIL UNIDADES
Porsche Cayenne chega a 600 mil unidades produzidas
A Porsche produziu, no início deste mês, a unidade de número 600 mil do utilitário esportivo Cayenne. Lançado em 2002, o modelo gerou críticas por parte dos puristas da marca alemã, mas acabou se tornando uma das referências do segmento de SUVs de alto desempenho e o responsável por gerar a maior parte das receitas da Porsche nos últimos anos. O carro de número histórico a sair da linha de produção da fábrica de Leipzig, na Alemanha, é um exemplar na cor vermelha da versão GTS, apresentada recentemente no Salão de Los Angeles.
Somente em 2014, foram vendidas mais de 51 mil unidades do Cayenne em todo o mundo. “O Cayenne é o carro mais vendido da Porsche nos últimos 20 anos tamanho o seu sucesso”, destacou Siegfried Bülow, chefe do quadro executivo da marca. “Estamos muito orgulhosos com o bom desempenho do modelo, que faz o selo de qualidade da Porsche ser reconhecido em mais de 120 países”.
* Redação/Carsale.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
>>> LINK DA SEMANA
Muitas pessoas escrevem nos perguntando sobre a moda do momento nas grandes cidades, o Food Truck. As dúvidas são sempre as mesmas: quais os primeiros passos para comprar o veículo certo, custos para transformar o utilitário em uma loja ambulante, empresas que prestam esse tipo de serviço, manutenção do conjunto e por aí vai. Selecionamos então a matéria acima, publicada no portal UOL, que certamente vai sanar muitas dúvidas a respeito do assunto...
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>>> DESPEDIDA
Mitsubishi confirma: TR4 sai de linha em 2015
Por meio de comunicado oficial, a Mitsubishi Motors do Brasil confirmou que, a partir de 2015, o modelo TR4 não será mais produzido em Catalão (GO). A marca também diz que "o estoque de peças, bem como o atendimento em nossa rede de concessionárias, será mantido em todo o território nacional sem prazo para ser encerrado. Durante todo o tempo em que foi produzido no Brasil, o SUV teve em torno de 100.000 unidades vendidas no País".
O TR4 começou a ser produzido no Brasil em 2002. Corresponde à versão nacional do Pajero Pinin que foi lançado pela Mitsubishi em junho de 1998, com três portas. Entre outros aspectos, o carro chamou atenção na época pelo desenho assinado pelo estúdio de estilo Pininfarina, um dos mais conceituados do setor automotivo.
Em julho de 2007, o TR4 tornou-se o primeiro modelo equipado com tração integral a ter motor flex. Em setembro de 2010, o carro passou uma grande reestilização no Brasil. E há três meses ganhou a derradeira série limitada TR4 O’Neill, desenvolvida em parceria com a O’Neill uma das marcas mais famosas no mundo do surfe, com apenas 600 unidades disponíveis.
* Redação/Car And Driver Brasil.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
>>> EXEMPLAR 1975
Fã da Kombi mantém belo exemplar de 1975
No dia a dia, o profissional da construção civil Dirceu Baldan usa uma Volkswagen Kombi 2011, arrefecida a água, de 80 cv. Porém, é da unidade fabricada em 1975 – que ficou conhecida como “corujinha”, em referência ao desenho da dianteira, cujos traços lembram a cara da ave –, com motor 1.5 de 52 cv, que ele gosta mais.
Baldan, que tem 55 anos, conta que se apaixonou pela Kombi em 1977, quando adquiriu um modelo da versão Luxo. Foi ali que ele se encantou com a versatilidade oferecida pela van. “Posso usá-la para trabalhar, fazer mudanças e no lazer, como em passeios com a família.”
Baldan conta que o modelo de 1975, comprado há cinco anos, é mais prazeroso de dirigir do que o de 2011 – apesar de ser menos potente. “A Kombi 75 tem rodar mais macio.”
Por ela, Baldan desembolsou R$ 10 mil. Encontrou-a por meio de um anúncio na internet e foi até Jaboticabal, a cerca de 300 km da capital paulista, buscá-la. “Estava conservadíssima. A única coisa que precisei fazer foi colocar as placas pretas”, explica.
O modelo é um dos últimos da linha a contar com o para-brisa dividido e com o motor 1.5 refrigerado a ar. Além disso, foi a primeira Kombi a receber botões de acionamento de funções feitos de plástico, em substituição aos de metal. Dos cerca de 125 mil quilômetros rodados pela Kombi 1975, apenas 12 mil foram com Baldan ao volante. De acordo com ele, a van nunca deixou de funcionar desde que chegou a São Paulo. “E eu sempre viajo com ela, participando de diversos eventos (de carros antigos) no interior e fora do Estado.” Segundo Baldan, o carro pode atingir 99 km/h de velocidade.
Após adquirir a Kombi 75, o grande prazer de Baldan passou a ser comparecer, com a van, a encontros de carros, nos quais é acompanhado pelos filhos Anderson, Alexandre e Adriano, apaixonados por modelos antigos. Por isso, cada um dos quatro vai ao evento em seu próprio clássico. “Foram meus filhos que me trouxeram para o antigomobilismo. Antes, eu gostava de fazer trilhas”, conta Baldan, que costumava encarar desafios off-road com um Jeep CJ5 Willys, também de 1975. Porém, segundo ele, as trilhas ficaram elitizadas e tiveram a dificuldade reduzida, principalmente com a chegada dos utilitários de luxo ao circuito. Então, Baldan perdeu o interesse. “Acabaram a aventura e a simplicidade que eram sempre encontradas nesses eventos.”
* Rodrigo Samy/Jornal Do Carro.
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