quarta-feira, 20 de outubro de 2010

>>> IMAGEM DA SEMANA


Belo exemplar ano 1968 do International Travelall, um grande utilitário praticamente desconhecido do público, mas que teve mais de 20 anos de produção(1953-1975) nos EUA.

***

>>> SOLUÇÃO VERDE

Volvo realizou testes de ônibus híbrido no Brasil.
A Volvo Bus Latin America iniciou no final de setembro, no Brasil, uma série de testes com seu novo ônibus híbrido, movido a eletricidade e a diesel. O veículo, um chassi 7700 Hybrid, rodou em Curitiba na linha Interbairros 2, durante três semanas, numa rota de 42 quilômetros que conecta diversos bairros e terminais de parada.


Os testes serão realizados posteriormente em outras cidades brasileiras. Na capital paranaense, a parceria envolve também a URBS, empresa responsável pela gestão do transporte coletivo urbano da cidade.

“Chamada de ‘Híbrido em Paralelo’, a solução híbrida desenvolvida pela Volvo é revolucionária e bem mais avançada que as demais existentes no mercado”, afirma Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America. O ônibus tem dois motores, um a diesel e outro elétrico, que funcionam em paralelo ou de forma independente. O motor elétrico é utilizado para arrancar o ônibus e acelerá-lo até uma velocidade de aproximadamente 20 quilômetros por hora, e também como gerador de energia durante as frenagens.

O motor diesel entra em funcionamento em velocidades mais altas. A cada vez que se acionam os freios, a energia de desaceleração é utilizada para carregar as baterias. Quando o veículo está parado, seja no trânsito, em pontos de ônibus ou em semáforos, o motor diesel fica desligado. Estudos da Volvo demonstram que o tempo que o veículo fica parado pode representar até 50% do período total de operação do ônibus. Durante todo esse tempo, não há emissões de poluentes, pois o motor diesel se apaga completamente.

Menor Consumo, Menos Poluentes

“Esta tecnologia tem duas vantagens principais: mais economia de combustível e grande redução no impacto ambiental”, destaca Euclides Castro, gerente de ônibus rodoviários da Volvo Bus Latin America. O sistema híbrido da Volvo proporciona uma redução no consumo de combustível de até 35%. Já a diminuição das emissões de poluentes que saem do escape pode variar de 80% a 90%, na comparação com motores a diesel convencionais.

Estes excelentes resultados não se devem somente por causa do reaproveitamento de energia para tracionar o ônibus. A alta potência do motor elétrico possibilita a instalação de um motor diesel menor e mais econômico. “Além disso, funções auxiliares como compressor de ar e bomba hidráulica, são feitas por motores elétricos”, explica Fábio Lorençon, engenheiro de vendas da Volvo Bus Latin America.

O sistema híbrido da Volvo reduz não somente as emissões de CO2 (gás carbônico, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa), mas também de NOx (Óxidos de Nitrogênio, responsáveis por alergias e ardência nos olhos, por exemplo) e de materiais particulados (a fumaça, entre outros).


Além da demanda por soluções ambientalmente corretas, o híbrido é uma excelente solução para os altos preços de combustíveis de origem fóssil, que devem atingir níveis ainda maiores no futuro em razão do esgotamento das reservas naturais. “Com estes veículos, temos a possibilidade de combinar uma elevada capacidade de transporte com redução no consumo de combustível num sistema que ainda respeita o meio ambiente”, diz Castro. Ele lembra que a Volvo vem acompanhando de perto o desenvolvimento de híbridos, comprovando em testes anteriores realizados na Europa que estes ônibus funcionam muito bem em trânsito urbano congestionado.

* Press Release/Volvo do Brasil.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

>>> HERÓIS DO PASSADO

Kombi à moda japonesa: Toyota Hiace chegou em 1967 e levou fama (e carga) pelo mundo afora.
O projeto da Kombi, feito durante a Segunda Guerra Mundial por Ben Pon sobre o chassi do Volkswagen sedan fez escola entre vários fabricantes de veículos. Em 1967, a indústria japonesa de automóveis queria repetir o sucesso do veículo versátil alemão, modernizá-lo e vendê-lo no mundo inteiro.


O projeto da van japonesa surgiu na Toyota cruzando o conceito do veículo combinado alemão com concepção mais moderna. Era preciso aproveitar todo o espaço interno e para isso o motor foi colocado embaixo do banco dianteiro.

De forma discreta, o Hiace surgiu no Japão em boa hora: de um lado preencheria a lacuna entre os caminhões e os pequenos veículos de carga de três ou quatro rodas, já antigos, e insuficientes para a demanda e por outro seria a chance de modernizar o conceito de veículo leve de carga.

Com tração dianteira, o Hiace era bem moderno para a época. Tinha motor 1,8 litros refrigerado a água em posição longitudinal, direção hidráulica e excelente espaço interno. Com capacidade de carga superior a meia tonelada, fez sucesso rapidamente no mercado japonês e em 1970, quando foi reestilizado, já estava presente nos Estados Unidos e Europa. Boa parte do seu sucesso se deve ao Corolla, que abriu as portas da Toyota para o mundo.


Dez anos depois a Toyota modificava seu veículo utilitário, com linhas mais simples. Repare que os vincos da carroceria que imitam o contorno das janelas se manteve por mais de 20 anos sem qualquer alteração.

Em 1977, o Hiace ganhava motor 2,2 litros diesel, o que melhorou muito o desempenho e autonomia do veículo. Também foram lançadas versões de cabine dupla e a van de passageiros, que originou uma série de veículos de transporte na Coréia, China e no próprio Japão.


Em 1982 saía de linha a geração anterior, ainda que fosse bastante elogiada pela mecânica robusta, e entrou a terceira geração, que tinha mais apliques plásticos, interior todo redesenhado e motor 2,3 litros.


Em 1989 o carro mudaria novamente, o que o deixou bem parecido com as vans coreanas vendidas no Brasil durante os anos 1990. Nesta fase a Hiace incorporava muita tecnologia, já que estavam disponíveis novos motores: um 2,0 litros e um 3,0 turbodiesel já com injeção eletrônica multiponto.

Nesta época o valente japonês batia de frente com modelos mais caros produzidos na Europa. Vale lembrar que as versões antigas da Hiace ainda são fabricadas até hoje em países como África do Sul, e alguns países sulamericanos.


Nesse tempo, surgiram outros derivados do Hiace, como o Granvia, uma van de passageiros que atendia o mercado europeu com motores 2,4; 3,0 ou 4,0 litros a diesel, com estilo atualizado e com conforto para 12 pessoas. Outro utilitário foi o Lite Ace, no segmento de minivans, também para o mercado europeu. Em 2004, o Hiace ganhou nova plataforma, mais moderna e novas opções de motores. Ainda produzida no Japão, o Hiace prova que alemães e japoneses estavam certos e que o conceito de veículo utilitário leve ainda é atual no mundo inteiro.

* Marcos Camargo Jr./Portal Auto Show.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

>>> VÍDEO DA SEMANA



Direto do túnel do tempo, há quatorze anos...

***

domingo, 17 de outubro de 2010

>>> 63º IAA

Na Alemanha, modernos e veteranos se misturam na edição 2010 do IAA, principal feira de veículos utilitários do mundo.
Durante a última semana de setembro, no Exhibition Center, em Hanover, o IAA (Internationale Automobil-Ausstellung) atraiu milhares de pessoas ligadas ao setor, entre autoridades, admiradores, empresas e fabricantes. Como é de praxe, tudo muito bem organizado e com centenas de atrações, concentrando as atenções nos medalhões do transporte, como Mercedes-Benz, Scania e Volvo para citarmos apenas três exemplos.

Neste ano também, muitas soluções de sustentabilidade através de conceitos inovadores, para garantir um futuro "verde" aos habitantes do planeta, sempre propiciando um transporte eficiente e de menor custo. Estas ideias foram inclusive demonstradas nos stands de teste na área externa do pavilhão, onde várias montadoras colocaram o público cara a cara com seus produtos, em exibições em tempo real das funcionalidades de seus modelos. Algo como pequenas "peças de teatro", onde veículos adaptados para o corpo de bombeiros ou de fiscalização de tráfego, por exemplo, demontravam suas qualidades em campo, algo muito interessante, diga-se de passagem.

Na área onde os produtos da MAN estavam expostos, havia uma réplica em escala 1:6 do Constellation 25.370 6×2, movida a controle remoto, desfilando pelo estande como uma atração especial. No Brasil, nas feiras e exposições em que a miniatura participa, é usado um caminhão movido a gasolina. Na Alemanha, por ser um ambiente fechado, o “pequeno-grande” cavalo mecânico usa um motor elétrico, com menor potência que o outro, mas ainda assim, com força suficiente para realizar suas aventuras pelo estande e arredores.

Paralelo ao 63º IAA, acontece também o "Wirtschaftswunder-Tour", um passeio pelas estradas da Alemanha contando apenas com caminhões históricos, sempre culminando nas dependências do Exhibition Center, o que engrandece ainda mais a mostra. Mas deixando de lado a teoria, vamos às imagens da feira, sem sombra de dúvidas um grandioso evento, que merece toda a atenção...



























***

sábado, 16 de outubro de 2010

>>> DE MALAS PRONTAS

Mahindra com planos para o Xylo no 50º Salão do Automóvel. Empresa Indiana quer avaliar aceitação do modelo pelo consumidor brasileiro.
Com o objetivo de perceber a receptividade do público brasileiro com relação ao produto, a Mahindra expõe em seu estande no 50º Salão do Automóvel o Xylo (pronuncia-se “zailo”), o MPV (Multi Porpose Vehicle – Veículo Múltiplo Propósito) lançado na Índia no início de 2009.


A previsão da Mahindra era lançar o Xylo no Brasil no início de 2010. Porém, e empresa decidiu aguardar o mais importante evento da indústria automobilística da América do Sul para avaliar a aceitação do veículo pelo público consumidor do Brasil. A empresa decidirá depois se fará o lançamento do Xylo no mercado brasileiro e quais características o veículo terá para alcançar sucesso no Brasil.

A Mahindra volta ao Salão do Automóvel também para mostrar a linha 2011 de seus utilitários SUV, Pick-up Cabine Dupla e Pick-up Chassi. As novidades estão concentradas no SUV e na Cabine Dupla. Externamente, a nova grade frontal é a principal alteração, que mantém a identidade da marca indiana, agora com o logotipo cromado destacado no centro da grade.

Os dois veículos ganharam duplo airbag e sistema de freio equipado com ABS e receberam pequenas adequações em termos de acabamento interno. A SUV adotou o painel do console central na cor preto fosco em lugar da imitação de madeira e a Cabine Dupla ganhou o apoio para braço nos dois assentos dianteiros e no banco traseiro. O sistema de som dos dois veículos Mahindra também recebeu melhorias, agora mais completo com rádio, CD player, MP3, entradas USB/SD card, iPod e comando de som no volante.

* Press Release/Mahindra do Brasil.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

>>> LINK DA SEMANA


A HISTÓRIA DE FORDLÂNDIA

Recentemente, a incrível empreitada de Henry Ford em terras brasileiras ganhou destaque nos principais veículos de comunicação do país, devido ao lançamento do livro "Ascensão e queda da cidade esquecida de Henry Ford na selva", do historiador Greg Grandin. Contando detalhes do investimento que não deu certo, o livro está entre os mais procurados pelos aficionados por este capítulo da história automobilística. Aproveitando o ensejo, deixamos como sugestão um texto da jornalista Maria Fernanda Ziegler, publicado na revista "Aventuras na História", e que resume um pouco a saga de Fordlândia, a cidade perdida e esquecida na floresta amazônica.

***